Ferrei o lábio.
Sei que olharam para mim, não sei o que esperavam que fizesse, mas nada fiz para além de interiormente chamar-lhe todo o tipo de palavras ofensivas que se pode chamar a alguém, sentia uma enorme vontade de falar sem medo, de gritar para que pelo menos uma vez na vida os papeis se invertessem e fosse eu a falar e não apenas ficar a ouvir calada.
Mas calei-me e fiquei a ouvir alguém que falava como se soubesse do que falava, mas não entendia nada, nunca entendeu, deve pensar ser omnipotente e ter a capacidade de saber o que as outras pessoas pensam.
O meu corpo ficou dominado pela irritação, como era possível existir alguém que pudesse apontar o dedo a outra pessoa por não poder controlar o que existe em seu redor?
Tentei protestar, mas de nada valeu, desisti de o fazer quando percebi que não devo simplesmente aceitar a grandeza baixando o olhar e fugindo dela, mas não era tempo ainda.
Continuou o seu discurso desprezível levantando o tom de voz, numa tentativa de mostrar a sua suposta superioridade, até o seu olhar se voltar a cruzar com o meu fazendo-se uma batalha silenciosa entre duas forças distintas por poucos minutos que pareciam nunca acabar até ser ela, a fugir com o olhar.
Desta vez o meu rosto mudou de expressão, sorri e fitei a grandeza, que agora estava minúscula, tão pequena que nunca mais voltei a vê-la...
Sei que olharam para mim, não sei o que esperavam que fizesse, mas nada fiz para além de interiormente chamar-lhe todo o tipo de palavras ofensivas que se pode chamar a alguém, sentia uma enorme vontade de falar sem medo, de gritar para que pelo menos uma vez na vida os papeis se invertessem e fosse eu a falar e não apenas ficar a ouvir calada.
Mas calei-me e fiquei a ouvir alguém que falava como se soubesse do que falava, mas não entendia nada, nunca entendeu, deve pensar ser omnipotente e ter a capacidade de saber o que as outras pessoas pensam.
O meu corpo ficou dominado pela irritação, como era possível existir alguém que pudesse apontar o dedo a outra pessoa por não poder controlar o que existe em seu redor?
Tentei protestar, mas de nada valeu, desisti de o fazer quando percebi que não devo simplesmente aceitar a grandeza baixando o olhar e fugindo dela, mas não era tempo ainda.
Continuou o seu discurso desprezível levantando o tom de voz, numa tentativa de mostrar a sua suposta superioridade, até o seu olhar se voltar a cruzar com o meu fazendo-se uma batalha silenciosa entre duas forças distintas por poucos minutos que pareciam nunca acabar até ser ela, a fugir com o olhar.
Desta vez o meu rosto mudou de expressão, sorri e fitei a grandeza, que agora estava minúscula, tão pequena que nunca mais voltei a vê-la...
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