domingo, 5 de julho de 2009

Mal cheguei, corres-te na minha direcção e abraçaste-me.
Eu tremia por todos os lados, não por causa do frio, mas porque me sentia estranhamente nervosa e desastrada.
Quando nos despedimos, naquele dia, eu odiava-te, sei que para ti não fazia a minima diferença e talvez nem sequer tenhas reparado nisso, mas eu estava mesmo revoltada e chateada.
Lembro-me de ver e fugir logo, não quis saber o que era aquilo, não queria que a minha noite ficasse estragada por tua causa e sei que tambem não querias isso.
No fim, chegas-te ao pé de mim e bates-te com a palma da tua mão na minha cabeça(a tua maneira de te despedires de mim, só de mim) e eu ergui a cabeça e sorri para ti.
Tinha medo que aquilo fosse mesmo uma real despedida, mas lá no fundo sabia que não era, e nunca vai haver uma real despedida.
Ontem, ao contrário dos outros dias não deixei que te fosses embora assim... Depois de bateres com a tua palma da mão na minha cabeça, eu segui em direcção as escadas e chamei-te, olhei-te e despedi-me fazendo uma careta e algo que só tu entendes!


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