Olhei para o calendário que me ofereceram no início do ano lectivo e reparei que o tempo tinha passado depressa demais, e o calendário se tinha mantido intacto no bolso escondido da minha carteira cor-de-rosa.
Olhei-o uma e outra vez e ele mantinha os seus tons de azul e amarelo-torrado ainda brilhantes e alegres como me lembrava que estavam quando o recebi de um tipo qualquer que andava pela rua provavelmente num dia de sol antes das aulas começarem depois de umas férias cansativas e quentes, a distribuir uma quantidade deles por quem tivesse a sorte de passar por ele.
Parei e comparei o calendário azul e amarelo-torrado a mim, e ao contrário dele eu mudei de uma maneira assustadora e nem dei por isso, o tempo passou a correr e só agora depois de abrandar é que dei por mim assim.
Decisões e mudanças fizeram-me abrandar e do nada vejo tudo a passar por mim e foi agora que decidi olhar para trás só para recordar tudo o que vivi, dizem que os erros do passado ajudam-nos no futuro e como agora tenho um caminho dividido em dois à minha frente e tenho que me decidir por algum deles talvez recordar o passado me ajude.
Estava a meio da viagem, ou talvez nem a meio, quando regressei a correr; o pensamento de que aquilo nunca mais vai voltar fez com que um buraco se formasse no meu estômago.
Acho que foram só as saudades a apertar, ou melhor, a esmagar.
-Lembra-te de mim, sim?
Olhei-o uma e outra vez e ele mantinha os seus tons de azul e amarelo-torrado ainda brilhantes e alegres como me lembrava que estavam quando o recebi de um tipo qualquer que andava pela rua provavelmente num dia de sol antes das aulas começarem depois de umas férias cansativas e quentes, a distribuir uma quantidade deles por quem tivesse a sorte de passar por ele.
Parei e comparei o calendário azul e amarelo-torrado a mim, e ao contrário dele eu mudei de uma maneira assustadora e nem dei por isso, o tempo passou a correr e só agora depois de abrandar é que dei por mim assim.
Decisões e mudanças fizeram-me abrandar e do nada vejo tudo a passar por mim e foi agora que decidi olhar para trás só para recordar tudo o que vivi, dizem que os erros do passado ajudam-nos no futuro e como agora tenho um caminho dividido em dois à minha frente e tenho que me decidir por algum deles talvez recordar o passado me ajude.
Estava a meio da viagem, ou talvez nem a meio, quando regressei a correr; o pensamento de que aquilo nunca mais vai voltar fez com que um buraco se formasse no meu estômago.
Acho que foram só as saudades a apertar, ou melhor, a esmagar.
-Lembra-te de mim, sim?

1 comentário:
Acho que nos dá sempre um aperto quando chega ao fim o ano lectivo... principalmente agora, para ti, que vais começar "tudo de novo", não é? As indecisões, a saudade... e se achas que o tempo passou depressa, prepara-te, pois o tempo "passa cada vez mais depressa". Parece que ainda ontem entrei na Universidade e hoje estou a estudar para os meus últimos exames. Daqui a 3 meses estou a começar um Mestrado e em Janeiro vou para uma cidade diferente (Porto). Por isso, aproveita bem a vida, que é o melhor que podemos fazer. E sim, os nossos erros ajudam-nos no futuro.
Beijinho!!! E boas decisões :)
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