Sentiu um arrepio pela espinha e ficou com pele de galinha quando o sentiu chegar por trás de si e colocar as mãos na sua cintura, deixar o queixo cair nos seus ombros e o rosto se colar ao dela.
O mundo tinha parado de repente, podia permanecer ali colada ao rosto dele, a sentir o seu respirar, o seu calor, e o seu perfume para sempre, por isso deixou que a força da gravidade dominasse e deixou a sua cabeça cair para trás e fechou os olhos, ao fazê-lo os braços dele rodearam-na com mais força, como que num abraço que ela preferia que nunca tivesse fim.
As mãos enterlaçaram-se, e ele fez os seus braços voarem pelo ar em movimentos sem nexo, o que os fez sorrir como crianças.
Sentia-se confortável entre os braços fortes dele, estar ali era literalmente estar nas nuvens para ela.
A incapacidade de exprimir por palavras aquilo que queria que ele soubesse, não permitia que o sonho escondido fosse real, em vez disso vivia um amor escondido que ninguém imaginava que existia e que até ela própria tinha dificuldade em acreditar nele.
Em dias como aquele, e sol intenso e alegria excesiva faziam-na acreditar, acreditava com tanta força que fazia com que quase fosse real, mas existiam dias de frio em que ela sorria para não chorar e fingia ser mais um dos muitos dias em que era a realidade a focar a sua existência...
-Não quero acordar- Disse a gritar.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
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