terça-feira, 21 de outubro de 2008

Papá

Não me eras nada, eras só mais um no meio de tantos outros na multidão, não passavas de alguém vulgar e normal.
Agora és completamente fundamental para a minha existência, sinto-me dependente de ti, tal e qual como de uma droga és viciante, mas uma droga boa e inspiradora e de normal agora não tens nada, sim e’ isso…és um anormal, mas num bom sentido.
És diferente de todos, distingues-te pela forma como me ergues e me deixas lá no alto, és o meu pilar de apoio, és simplesmente como um papá para mim.
Neste momento sinto-me sem forças para te continuar a segurar, insistis-te em atirar-te para um penhasco e neste momento sou eu que te tento tirar daí, mas tu nada fazes para me ajudar, tu não ages como quem não quer continuar a sofrer, tu só te limitas-te a sentares-te no chão de pés juntos e cabeça baixa como quem foi vencido pelo sofrimento.
Que aconteceu com a pessoa gigante que conheci!? Com o tamanho que costumavas ter era fácil para ti saíres daí, desse buraco fundo para o qual foste empurrado sem que se importassem se te magoarias ou não.
Levanta-te, ergue-te e mostra a tua grandeza e superioridade, grita aos quatro ventos que nem que todos te empurrem tu vais continuar firme e forte e desta vez com o teu ar descontraído de mãos nos bolsos e o teu sorriso de orelha a orelha, aquele sorriso lindo que adoro em ti. Vá lá…eu vou estar sempre aqui papá!

1 comentário:

Possivelmente Não disse...

Parabéns, mais uma vez está fanatstico.

nunca desistas dos teus sonhos e continua. :D