terça-feira, 10 de junho de 2008

Aquele olhar, penetrou o pensemento, sujo e frio.
Por fora um sorriso desfarçado e (supostamente) envergonhado, por dentro o mar salgado, com uma escura transparencia que deixou-o entrar...
Queria brincar ao faz de conta e naquele momento transformar-se numa fada, deitar o po' de prelinpinpin e desaparecer dali, ligeira e delicada diferente da forma bruta e estranha como apareceu.
Seu corpo exibia gestos sem razao de ser, gestos sem sentido, com a intençao de os levar a pensar que estava tudo bem, mas nao estava, seu cerebro estava preso no pensamento de culpa, seu olhar vagueava em busca de algu ou alguem que o entendesse e o tirasse dali...
Teve que aceitar o seu estado e enfrentar todos os esboços que lhe era enviado para a retina, pois nao encontrou nenhum outro apoio.
Sentiu-se novamente quando passou a pequena barra de madeira lisa e direita que parecia separar dois mundos, um que ela era capaz de enfrentar e outro que ela enfrentou mas que preferia nao o ter feito. No seu mundo encontrou o que lhe estava a faltar. Deixou de estar, esteve presente ouviu e consentiu se, apoiou i compreendeu.

2 comentários:

Anónimo disse...

Adorei...fez-me pensar e sentir.me.....


continua...bjinhu

Anónimo disse...

este texto esta muito bonito, gostei muito acho que deves continuar tens muito talento


cmp